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quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Aos que fazem 27

Minhas crônicas de quinta.

Jajá é meu aniversário, e, cada ano que passa eu fico mais velha e mais chata. Ia esperar a meia noite para começar a escrever, mas até lá prefiro estar dormindo. Agora são 22:50.

Faço 27. Meu dia é 28, meu ano é 1994. Minha hora é 6:23 da manhã (horário de verão). Se alguém quiser tirar o mapa astral fique à vontade. Se puder me explicar, melhor ainda.

Não gosto de festas para mim. Não que as odeie, só não fico super animada com aniversário e nem afim de convidar amigos para comemorar o meu dia. Deve ser problema de autoestima. Eu prefiro ser convidada para minha própria festa do que chamar e receber pessoas para isso. Eu não sei o que fazer!

“- Oi, seja bem-vindo, boa minha festa pra você!”

“- Obrigado!”

Não faz sentido!

Em meus últimos aniversários com festinha foi assim: ou me arrastaram para um barzinho ou me fizeram surpresa. O engraçado é que não vejo problema algum em comemorar o dia dos outros. É que nesse caso, eu não sou o centro das atenções – pelo menos deve ser isso que meu subconsciente alega.

O aniversariante é obrigado a sorrir e simpatizar com todos! E se dividir em partes iguais para cada convidado. Eu não consigo. Me sinto pressionada, atuante, estranha. A menos que eu convide meus diferentes amigos, eles cheguem, me cumprimentem e não falemos mais em aniversário durante todo o rolê. Acho plausível, fingir que a festa não é minha.

Olha só que ironia: eu que não gosto de festas só falei disso até agora.

São 23:21, juro que não estou contando os minutos. A meia noite eu quero dormir!

Eu gosto do meu aniversário, adoro o dia 28, e esse número é meu favorito. Não vejo a hora de chegar ano que vem, para eu fazer 28. Sentirei plenitude. Espero há muitos anos esse momento! Quem sabe, por conta disso – e não por ser meu aniversário somente – eu comemore de algum jeito.

Por enquanto, só sei que os 27, para quem gosta de rock como eu, tem aquela cara de morte e mistério. Acredito que eu esteja livre do Clube dos 27, porque não sou música e sou brasileira. Creio que o clube de Brian Jones (Rolling Stones), Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison (The Doors), Kurt Cobain (Nirvana) e Amy Winehouse (e outros 49 músicos citados no Wikipédia) sempre estará de portas abertas aos proeminentes.

São 23:49 e já começam a notificar algumas felicitações no Facebook. Amanhã é dia! Dia dos depoimentos de amizade acompanhados de fotos antigas vergonhosas para todo o mundo ver. Eu adoro! Dia dos parabéns, por vários meios, de pessoas com as quais eu quase não falo e algumas que “nunca nem vi”. E, claro! Dia de receber felicitações amorosas das pessoas que muito significam para mim.

São 23:59! Eu preciso dormir.

Meia noite! Parabéns para mim!!! E parabéns para você também Sandy.

Luana Carvalho
Arquiteta, cria da Unesp - Presidente Prudente. Brasileira, com 27 anos de sonho e de sangue, e de América do Sul. Escrevo porque não sei guardar segredo.

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