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Edição n.º 1521 de 28/08/2010

Domingo é dia nacional de combate ao tabagismo

Neste domingo (29) acontece o "Dia Nacional de Combate ao Fumo". Leis municipais já garantem o ambiente livre da fumaça do cigarro. Em Balneário Camboriú, os restaurantes e boates já obedecem a nova regra, e proíbem o fumante de acender cigarros dentro dos estabelecimentos.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que cerca de um quinto da população mundial é viciada em cigarro. Um terço é tabagista passivo, ou seja: aquele que inala a fumaça em ambientes em que outros fumam, estando sujeito a desenvolver as mesmas doenças.
Somente na fumaça do tabaco, encontram-se mais de 4.700 substâncias conhecidas e danosas ao organismo, entre eles, o monóxido de carbono, que interfere no trânsito do oxigênio até os tecidos, o óxido de nitrogênio, responsável pelo enfisema pulmonar, e a nicotina, que tem ação estimulante e responde pela dependência química, além de metais pesados. Os componentes são oxidantes e, na inalação, potencializam a aterosclerose nos vasos sangüíneos.
A cada ano, morrem cinco milhões de pessoas por doenças relacionadas ao tabaco, sendo três milhões nos países desenvolvidos e o restante, nos países em desenvolvimento, como o Brasil.

Câncer
O tabaco é o maior causador isolado de câncer, além de ser responsável por 30% das mortes por neoplasias. O risco de desenvolver algum tipo de doença cancerígena é de 4 a 15 vezes superior no fumante do que nas pessoas que nunca fumaram.
"É preciso encarar o tabaco como uma doença crônica, conversando e orientando o paciente quanto ao tratamento para sua interrupção", afirma a médica Maria Vera Cruz de Oliveira, chefe do Ambulatório de Tabagismo do Hospital do Servidor Público Estadual. Visto como patologia grave, e não apenas como fator de risco para outros males, além da iniciativa do tabagista em abandonar o vício, em situações de alto grau de dependência, é preciso acompanhamento médico e intervenção terapêutica. O apoio de colegas e familiares também é imprescindível para incentivar a cessação do fumo.

Medidas que fazem a diferença
Os especialistas sugerem algumas medidas que, se empregadas continuamente, podem ser muito úteis na luta contra o tabagismo:

- Ambiente livre de tabaco é uma boa forma de proteger o fumante passivo da exposição.
- Educar a população para controlar a alta prevalência e os seus malefícios é uma medida fundamental a médio e longo prazo.
- Esclarecimento freqüente na mídia, importante órgão de disseminação de informações e formador de opinião.
- Disseminar nas Unidades Públicas de Saúde programas de educação e conscientização sobre os malefícios do cigarro.

  

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