Segurança em pauta
Os candidatos ao governo do Estado têm reforçado o seu compromisso com a segurança pública, visando angariar votos dos eleitores. A estratégia é válida, já que a segurança é o segundo item na preocupação do povo, apontado em recente pesquisa do Ibope. Primeiro vem a saúde e depois o temor da população é quanto à crescente onda de assaltos, crimes, estupros e ações de grupos organizados.
Não que seja impossível cumprir a promessa, mas os candidatos devem estar cientes que para resolver o problema - ou atenuá-lo - é necessário um conjunto de medidas e uma sintonia entre todos os escalões públicos: municipal, estadual e federal.
Nos programas políticos dos candidatos à presidência da República, assistimos a muita cautela e empenho no "tratamento social das mazelas", como amparo médico, psicológico, especialmente a tratamentos de desintoxicação em vítimas de drogas, como o crack. Ninguém ousa mencionar o combate a traficantes, principalmente responsáveis pelo consumo de entorpecentes.
A amplitude da política de segurança requer esta espécie de "saneamento" e combater os traficantes não quer dizer necessariamente colocar a polícia em seus encalços, pode ser esclarecer a população, educando-a para que não se formem novos dependentes, gerando empregos para que as pessoas não sejam corroídas pelo ócio, criando envolvimentos e atividades saudáveis para os jovens.
É possível melhorar a segurança e o bem-estar da população, e a solução pode estar na soma de propostas de todos os candidatos.
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